Uma imagem, uma história
- Escola em mim
Lembro-me tão bem da primeira vez
que te vi, das prendas em forma de amigos que me destes, das carícias da educação que trouxestes e das discussões e ralhetes, que bem, tu Mariana,
sabes que merecestes.
Foi, é e será uma maratona que
juntas percorreremos, de braços dados e sempre a sorrir, subimos e subiremos
como antes já fizemos, pouco a pouco alcançámos a meta do 5º, do 7º, do 10º até
que dou por mim no 1º ano de faculdade. Como será possível, o tempo passa
extremamente rápido, rápido de mais, ainda ontem me consolava com a chucha,
sujava a bata de diversão, sonhava em ter o meu próprio cacifo e segredava com
as amigas sobre rapazes.
Porém nem tudo foi um mar de rosas,
nem sempre tudo era alegre e colorido e quantas foram as vezes que me sentia
cansada, farta das constantes rotinas, de esfregar os olhos de tanto sono que
tinha pela manhã, da espera infernal pelo toque do intervalo e da triste
desilusão ao saber que a minha mãe não me tinha mandado o lanche que eu queria.
A escola parecia fazer parte de uma
outra dimensão, como se flutuássemos no espaço, quando entrava sentia-me tonta,
os pavilhões eram assustadores, lembrando-me vilões dos meus piores pesadelos.
Por vezes sentia-me que estava em
alto mar, que era levada pelas marés, salpicada pela água fria e escura dos
corredores enquanto que o meu barco naufragava por correntes desconhecidas, mas
pouco sabia que era eu quem comandava o meu sonho, determinava o meu rumo e
controlava a direção da caravela da minha vida.
É isto que me fascinou tanto em ti,
escola, o poder que nos entregas para escolhermos as nossas próprias decisões,
considero-te uma grande amiga, repara, um bom amigo não nos mostra apenas as
varias hipóteses que poderemos seguir, mas sim, prepara-nos também para a
escolha das mesmas, ensina-nos todas as bases essenciais para que tenhamos a
certeza do que realmente queremos.
Obrigada escola por me mostrar que
é no ramo das artes que eu queria investir o meu futuro, por me abrires os
olhos para que visse que as ciências e a economia não me definem e que por me
dares força e confiança para continuar os estudos e a vida académica.
Para além de que, sem ti, as
relações sociais seriam bem mais difíceis, onde iria eu encontrar os meus amigos
se não fosse na turma e nos colegas de mesa, ou onde íamos nós orgulharmos-mos
da super nota que tivemos a inglês e crescer com a negativa a Português?
Notas o quanto importante foste e és?
Como nos carregas de braços abertos
estes anos todos, és responsável pelo nosso futuro e és tu quem determina se
nos tornaremos pessoas realizadas, inteligentes e trabalhadoras.
Mas mesmo assim, mesmo assim
existem pessoas cegas, que não conseguem ver em ti a luz do futuro, teimam em
se arrastar e levar pelo tempo, pero que não percas a esperança por favor,
continua a exigir cada vez mais dos alunos, se for necessário pede aos
professores para que mandem mais tpc´s, que os testes sejam mais árduos, por
que só assim eles estarão realmente preparados e prontos para o exterior dos
teus portões, de todo o mundo lá fora.
Agora, estou no 1º ano da
faculdade, mas sinto que, por mais portões de escolas e de faculdades que passe, o
sentimento que me trazes permanece idêntico, a mesma felicidade, o mesmo medo,
a mesma insegurança, amizade e crescimento que senti no primeiro dia em que te
conheci.
Também uma imagem pode ter uma autoridade narrativa e um valor histórico descritivo.
Procurei através de um relato fugaz de toda a minha educação no ensino até ao momento, criar um suporte narrativo isolado, onde pudesse "despir" todas as minhas inseguranças, medos, alegrias, peripécias e glórias que foram estes numerosos anos de instrução.
Procurei através de um relato fugaz de toda a minha educação no ensino até ao momento, criar um suporte narrativo isolado, onde pudesse "despir" todas as minhas inseguranças, medos, alegrias, peripécias e glórias que foram estes numerosos anos de instrução.
Mariana Jardim
Número de aluno:11232

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